Atenção

Todo o conteúdo desse blog é devidamente registrado e protegido por direitos autorais. Qualquer reprodução somente com a autorização do autor.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Pretérito Imperfeito


Era tudo tão diferente e como sempre isso será,
Comparações no íntimo ainda existem pra me sanar
E tornar você ainda importante a cada instante que há.
E em mim você ainda mora mesmo que com o corpo se vá.
Nunca mudará pra mim seu rosto sorridente sobre o colchão
Estava à mil o meu coração naquela hora derradeira,
Você sabia que eu te amava sim, eu te amava muito
E eu dizia isso com mais intensidade que agora.
Me apavora saber que fui embora e te acenei do portão,
Porque eu te amava do tamanho da distância até Plutão.
Então chore, namore, retorne e me ignore, mas não diga,
Jamais diga que eu não te amava, porque eu te amava de paixão...
Eu Amava!

H.D.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Doce de Fel

Eu amo amar o seu jeito moleque e a sua cara travessa,
Amo amar seu cabelo bagunçado que você diz ser um penteado,
Eu amo amar a forma com que me olha e me ilumina,
Amo suas pintas nos mais diversos lugares do seu corpo,
Eu amo o seu sopro sobre minha pele arrepiada pela sua existência,
Eu amo amar quando você inventa assuntos irrelevantes para ouvir minha voz
Ou quando não fala nada e me olha para compreendermos nossa união.
Eu amo mesmo é quando você conta as verdades com sinceridade pueril
E também quando você ameaça chorar quando eu ameaço a ir embora.
Eu amo amar o seu sorriso quando levanto os meus olhos no fim da escada,
Amo mesmo é quando você finge que me ignora,
Amo amar cada defeito que você constrói em minha presença,
Amo a forma com que lapidou toda a minha vida
E me fez jogar fora a tristeza de não saber me dividir.
Amo ter aprendido a amar com cordialidade,
Amo quando você tira o tênis e encolhe os pés para evitar o mau cheiro,
Amo amar seu suor escorrendo sobre o meu corpo por inteiro,
Amo amar o seu cheiro e amo quando o sinto sem você estar por perto,
Amo quando você chega de surpresa e eu logo desperto,
Amo quando você diz que alguém te almejou, só para se alto afirmar,
Amo seu narcisismo contido que estoura a todo o tempo,
Amo a assimetria do seu nariz e os pés desproporcionais,
Amo suas mãos e o que elas fazem comigo quando você me encosta,
Amo amar o futuro que imaginamos para nós dois,
Amo nossa menina e nossa casa com os três gatos que criaremos,
Amo nossa tatuagem e nossas idéias de sobreviver em sociedade,
Amo saber que você estará comigo em Paris e também quando eu morrer,
Amo amar minhas mãos em suas costas e seu cheiro me invadindo os pulmões,
Amo nossa história e a forma com que ela começou,
Amo amar os poros, o organismo e o espírito, sua alma e sua matéria,
Mas o que realmente eu mais amo em tudo o que vivo com você é odiar,
É que eu odeio pensar que amo te amar e você sempre me convence a não odiar isso!

H.D.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Lingua pela Metade.

Em um dia quase monótono, quase tranquilo e quase sombrio, um rapaz quase bonito, quase inteligente e quase rico conheceu uma moça quase interessante, quase linda e quase culta. Ele quase corajoso se aproximou da moça na fila daquele cinema quase falido, percebeu que a moça veria o mesmo filme que era quase um sucesso. Quase que ele não estabeleceu o contato, mas, enfim, ela quase cavou um buraco para sumir logo dali. O rapaz quase triste viu que quase conseguiu tê-la e ficou feliz, e a moça quase feliz entristeceu-se pela quase boa vontade do moço...
Quase que em cinco anos nasceria Isabella. Quase que em uma hora começaria a construção de um novo amor. Quase que a metade ficou por interio...

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Mecanizando Sentimentos

A arte agora era tudo o que podia ser libertador! A arte agora é tudo o que não pode ser libertador, estamos presos à estilos, gêneros, métricas, materiais, histórias e costumes culturais. Grandes artístas agora eram grandes estudiosos e agora são artístas só os que estudaram. Artes, mais um luxo da burguesia. Sem escandalo nem lágrima, apenas aconselho e me despesso: - Adeus, poeta de bar! Leve contigo todos os seus amigos, os cantores que ninguém ouve, os atores que ninguém gosta, os pintores que ninguém vê, os dançarinos que ninguém entende e tantos outros. Entrem em um curso superior para aprenderem títulos bonitos para nomear aquilo que já sabem fazer, aprendão a limitar os sentimentos para nunca perderem o padrão, aprendão a padronizar e a entender - entender! - outro artista. E voltem robotizados criando uma arte lógica, então entenderão que agora a glória era ser artísta e não graduado, mestre ou doutor, e sentirão a delícia de se tornarem saudozistas do proprio coração!

H.D.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Humanismo Variável.

A vida em sociedade é incrível. Fantástica a forma com que alguns indivíduos se utilizam do emocional para criar uma atmosfera de bondade e de abrigo, quase nos faz acreditar na fraternidade instantânea. Os fatos são sequênciais: você vive sua vida simplesmente como você admira viver e enquanto você trabalha isso, com uma normalidade quase transcedental, existem pessoas observando isso com uma intensidade magnífica e surreal. E como se não bastasse observar, o indivíduo observador se utiliza de técnicas de baixo escalão para descobrir os seus passos que não puderam ser analisados pessoalmente. Em dada situação o interessante é parecer estúpido e utilizar a abilidade persuasiva que trabalha o emocinal alheio trazendo para cada indivíduo em questão, que não se ocupa em viver, um consentimento limitado do conhecimento das nossas vidas.
Existe o ponto obsessivo, chamado também de ponto de ebulição e em alguns dialetos é chamado de ponto de bosta, por motivos variáveis, isso é perseptível quando um indivíduo ultrapassa as barreiras de uma interpessoalidade técnica para obter a qualquer custo informações secretas ou de cunho pessoal, como preferir, simplesmente para sentir o prazer de dividir seu histórico com outros indivíduos não frequentantes do mesmo ambiente que te apetece. Logo, o título de obsessão.
Entre a sociedade esses indivíduos se nutrem através do prazer sombrio de construir suas histórias com base parcial ou total na história alheia, contudo, é claramente observável o vazio que os constói. Hai de nós, então, tentar destruí-los com a nossa persuasão e o nosso poder manipulatório sabendo que covardes estaríamos sendo defronte tanta estupidez humana!

Hugo Dalmon.

Arte Zero