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LEMBRANDO: O PREÇO É DE CAPA COM A COMODIDADE DE ENTREGA EM SUA CASA.

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Dois Segundos


Era uma segunda-feira, a noite se exercia com uma atmosfera sombria, coberta por um vento frio e um silêncio fúnebre, um silêncio como os dos filmes europeus, nessa noite, interrompido, apenas, pela industria feroz que gritava a sua poluição contra a cidade.
Ele descia as escadas ásperas de mármore daquele grande edifício, sozinho! O seu horizonte morria nas chaminés da monstruosa indústria, morria o horizonte e parte da sua fé. Pois, acreditava ser esperançoso, até morrer bem ali e ressucitar ao se elevar ao infinito e se misturar ao todo, tal como a fumaça que dançava ao sair pela chaminé. Sentiu o silêncio o tomar, sentiu o vento sussurrar em seus ouvidos, sentiu as correias da mochila pesada se debaterem pelo seu corpo e, por fim, sentiu na respiração lenta o ritmo fraco que embalara o coração. Levantou os olhos revirando-os em resposta negativa a sua mental indagação. Ele contara a si uma verdade. E para si revelara num instante desatento a sua vontade. Até que no último degrau, daquela escada áspera, pisou firme obtendo o impacto necessário para a compreensão...

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Brincando de Eu Nunca... sem beber


Eu sei que tenho a capacidade de modelar as palavras e retratar, mesmo que modestamente, um sentimento tão retradado por aí, um sentimento tão enaltecido por aí, tal como o amor, a paixão e suas variantes. Eu tenho sim! Mas, as peças que eu mesmo preguei em mim. Os rostos que eu mesmo vesti. As roupas que costurei. Cada pedaço de cicatriz que cobri com base. Não me permitem ser honesto comigo. E falo apenas de mim!
Vou confessar, como quem confessa ter roubado uma bala. Como quem confessa ter quebrado o vaso de flores do balcão da cozinha. Vou confessar como quem confessa a saudade do sabor de chocolate. Como quem confessa a maldade sexual de noites tórridas, após virar um copo de chop numa mesa de bar. Eu sei que pode ser banal o que pretendo confessar. A confissão que eu farei terá o ritmo das confissões de quando se joga EU NUNCA no terceiro período da faculdade, ou seja, um ritmo banal e despretencioso... 
Eu confesso: Sufoquei! Escondi! Explodi! Eu vesti roupas, me pintei, calcei sapatos e sorri. Eu abafei com uma falsa segurança o que eu realmente sou... embora as tatuagens, o olhar blasé, embora a segurança ao falar quando questionado sobre qualquer coisa. Embora a postura corporal. Embora os bons modos. Ainda, há sufocado, como quem sufoca o frango pra não sujar as mãos de sangue, um pedaço de mim. Eu sufoquei a honestidade de sentir em troca de um medo tolo de me expôr... 
Então ele disse rodeado de amigos numa mesa de bar:
- EU NUNCA... fingi ser quem não sou para adiar os meus temores. - e todos viraram um gole!

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Dois Cafés


O ar gelado toma o lugar do ar quente. A pele, então, vibra emocionada, enquanto os pensamentos se dividem em conscientes e inconscientes num turbilhão de ideias e vontades, os passos se aceleram em direção a subida. Aperto o seis e a vontade dobra. Quando as portas se abrem, abrem-se as vontades, abrem-se os desejos e acerta a ansiedade para o modo hard. Chego perto de onde posso te encontrar. A ansiedade, de tão presente, não se disfarça e como uma ave de rapina paira sobre o ar. Pronto, a porta se abre, abre-se o sorriso, clareia-se o corredor, o cômodo, o rosto, os olhos...
É o sorriso, mas não o sorriso de boas vindas. É sorriso, mas não o sorriso constrangido. É o sorriso, mas jamais o sorriso sem graça! É o sorriso, aquele sorriso que pede uma vontade de ficar. Aquele sorriso que pede um café, que pede um abraço, que pede uma inspiração antes de um beijo! E o nariz que roça displicentemente antes dos lábios se tocarem, respira a energia fascinante pouco antes da barba roçar... o coração que antes estava num ritmo uniforme dispara contra o peito. Não é medo! É a sensação alucinada de quando se pensa em nada e, assim, se conecta com o Todo.
A conversa se estende sobre a mesa, já que as visões se contrastam diante posturas divergentes. O cheiro na base do pescoço não me cansa, ainda: continuo afogado na fragância do perfume que exala, enquanto mergulho nos olhos marrons, e de soslaio enxergo cintilar os pelos que se revelam pelo corpo. A postura altiva, os olhos compenetrados assumem uma forma de questionar sem impôr. Assim, entre o sorriso e o outro, entre um assunto e outro e misturando tudo a duas canecas de café, CONVERGIRAM...

sábado, 11 de outubro de 2014

Energia Boa

Eu faço o possível pra me tornar uma pessoa melhor. Estudo questões científicas, estudo espiritualidade e tenho o costume de refletir sobre tudo e qualquer coisa que me aconteça. Isso não me faz melhor que ninguém e eu me mantenho sendo um ser humano cheio de erros, defeitos e egos. Assim, nos últimos meses, eu passei por uma fase, muito comum, de acreditar que as coisas não vão mudar tão cedo. Que o mundo já se tornou um lugar difícil de se organizar. Mas, o Universo sempre se move pra acertar a esperança.
Ouvi falar do GACCI, um Grupo de Apoio Contra o Câncer Infantil, em que seria beneficiado com uma Festa que arrecadaria dinheiro em seu prol. Isso, no ano passado. Achei a iniciativa linda. Falei sobre ela aqui no Espaaço Zeero. Mas, por ocupações diversas não fui a festa.
Esse ano, outra vez, uma nova edição da festa, a JAPAN FEST. Fui convidado a conhecer mais de perto a proposta do GACCI e a proposta da festa. Ouvi de perto! Sabe o que era? Era a voz de Deus se manifestando através de pessoas. Era o Universo me provando que eu não estava no caminho errado. Era o Universo me provando que o mundo ainda tem muito o que evoluir, mas que pessoas com ideais bons, ainda querem mudar o mundo em que vivem tornando-o um lugar melhor.

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ATENÇÃO, VOCÊ DE VOLTA REDONDA E REGIÃO:
A Japan Festa acontecerá na Sexta-Feria que vem 17/10
em Barra Mansa. CLIQUE AQUI e saiba mais detalhadamente
através da página do evento.
E você de onde quer que esteja, quer apoiar o GACCI?
CLIQUE AQUI e faça contato.


domingo, 14 de setembro de 2014

Fiquei de Cara Quente

Por mais que a partir da terceira linha, ou, para os mais perspicazes, a partir de agora essa crônica pareça ser um texto de ativismo LGBT, acredite! Não é. Só senti vontade de escrever algo que vivo, sinto e penso. Esse texto é uma crônica que prefiro chamar - pretenciosamente mesmo! - de "ativismo" humanitário.
Você considera a homoafetividade um crime contra a família normativa, você considera a homoafetividade uma derturpação das gerações vindouras, considera que homoafetivos são aberrações e que casais homoafetivos não podem levar uma vida comum como casais 'heteroafetivos' (?).
Homo, explicando de uma forma vulgar, nesse caso, é um prefixo que demonstra que coisas similares estão juntas. Afetivo, claro, vem de ter afeição, carinho, AMOR... Poderia defender de forma poética me utilizando de um lirismo barato falando que homoafetivos são pessoas iguais se amando (o que, ailás, embora barato, tem muita gente precisando compreender). Mas, vou me prender a analisar essa palavra tão superficialmente quanto a mente de algumas pessoas funcionam. Homoafetivos, como bem sabemos, são pessoas do mesmo sexo que se amam e trocam carinho. Se isso é pecado, vamos todos pro inferno! Pois, as relações paternais, maternais e fraternais costumam ser homoafetivas se pensarmos na palavra morfologicamente. Se homoafetivos são o símbolo de uma nova Sodoma e Gomorra, são o símbolo da repercussão da promiscuidade, acho que agora o bicho pegou! Poupamos Deus do julgamento final desde que Adão começou a trabalhar pra alimentar esposa e FILHOS... (?) 
Esse último parágrafo, com essa argumentação fuleira, foi apenas para que eu mesmo pensasse a respeito do assunto, não quero ditar regras, nem dizer que sou o dono da verdade. Mas, o parágrafo em questão foi feito para que eu me lembasse das aulas no curso de Letras, em que estudávamos a evolução da língua e, enfim, eu pudesse pensar: O peixe morre pela boca! - Entenda bem, antes de tudo: Os falantes de uma língua vão mudando os sentidos, sons e até mesmo as formas de escrever uma palavra no decorrer do tempo. Continuando: segundo cristãos existem três passagens que fazem referências à homossexualidade, que eu li. Não quero me gabar, mas consigo interpretar um texto facilmente e nenhuma das três faz referência a homossexualidade de forma coerente. Voltando: Isso porque a língua evoluiu, os textos sofreram traduções e edições inúmeras. Esclarecendo um pouco mais: Em uma das passagens, inclusive, dá-se a entender que homem com homem é pecado, mas omitem o lance de mulher com mulher. - Curioso! Mas, vindo de uma sociedade falocatra, ou melhor dizendo, machista, chega ser previsível. - Ainda: Existem passagens na bíblia que descrevem cenas de cunho homossexual sem advertência. Rola uma discussão e, até um abafo de caso, de um bafão entre Davi e Jonatas. E Uma dessas cenas homoafetivas, que é entre Rute e Noemi, é tão linda, que dá vontade de ser lésbica.
Não precisa acreditar em mim. Faz uma pesquisa, leia os trechos, leia a diferença entre a palavra 'homem' com letra maíuscula e minúscula. Leia qualquer intrudção à Linguística. E tire suas próprias conclusões. Só promete pro tio que não vai sair por aí maltratando, batendo ou matando pessoas diferentes de você, só pra PROVAR PRA SI MESMO que você é igual a todo mundo!

domingo, 7 de setembro de 2014

Transtorno de Personalidade Histrônica?



Eu jamais vou te odiar porque você mentiu. Tão pouco vou me odiar por ter acreditado. Você, talvez, nem tenha exatamente mentido - me perdoe -, afinal, parte da população sofre com transtornos de personalidade histriônica e nem sabe. Mas, ainda que você tenha sido dissimulado, mentiroso ou mesmo omisso, ainda assim, eu jamais nutriria qualquer tipo de ódio, ou mesmo repulsa. Não tenho motivos para isso. A suas verdades pela metade, o seu bem querer de brinquedo, a sua insanidade inventada, sua esperteza fantasiada de inteligência e sua coragem que finge arder, mas não se vê, apenas atinge a tua alma, a tua vida, a tua casa, a tua rua, o teu carro, teu cabelo, tua dispensa e cada alimento que você ingere. A tua mentira não me culpa. A tua mentira não me cansa. Não me dá vazio, tão pouco me desorienta. Pois é, ainda não é tarde pra você entender que as flores de plástico duram quase uma eternidade, mas não têm vida, cheiro e eu desprezo!

sábado, 30 de agosto de 2014

Ah, Saudade! Há Saudade.



(...)pra que a saudade que eu sinto se ela não me pertence?
Noite vaga, o seu vácuo absorve toda a cidade
Seu silêncio constante se estende pelas horas.
Na neblina que cobre seu rosto como um véu
Há saudade permeando toda a existencia do céu.
Noite vazia, vazia do silencio vago do espaço sideral?
Ou da a ausência dos significados?
O que não vejo no seu breu procuro na luz do olhar
Com a certeza clara de que na noite seguinte iluminarei a estrada.
E a escuridão não me cegará outra vez, não me cegará!