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LEMBRANDO: O PREÇO É DE CAPA COM A COMODIDADE DE ENTREGA EM SUA CASA.

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Questão em Aberto

Sabe o que eu estou sentido? - Perguntou-se. Mas, não soube responder imediatamente. Procurou num buraco da alma ali, noutro buraco da alma aqui. Pensou em diversas palavras que definissem sua inércia sentimental. Quase sentiu raiva. Os olhos até ameaçaram encher d'água. Mas, não encheram, a raiva não veio. Não sentiu o coração acelerar, sequer se lembrava de como podia descrever a sensação de raiva.
Eu ainda sinto? - Tentou mudar a indagação. Mas, foi ineficaz. Queria saber de um sentimento específico? Ou estava confuso sobre toda a sua forma de sentir? Não havia mais aquela magia permanente, as coisas aconteciam como um deja-vu. Nada era novo! E como num relogio que girava até o doze e começava tudo de novo, observava como se estivesse de fora a sua vida acontecer. Afinal, ainda sentia?
O que é sentir? - Dessa vez, menos ainda soubera do que se tratava. Ele olhou com olhos de defunto. Um olhar que ninguém jamais vira, pois nem no espelho tivera coragem alguma vez de fitar-se assim. Mas, ele olhou com olhar de defunto para a cabeceira da cama. Mas, ali, já não havia a cabeceira da cama, já não havia as questões feitas a si mesmo, noutra dimensão buscava entender a questão principal: ...

sábado, 29 de novembro de 2014

Barulho Engraçado


Uma música de jazz tocava ao longe, cortando o silêncio afável das madrugadas. Ela, sentada sobre sua King Box, que tinha um edredom laranja embolado perto da cabeceira, apoiava o cotovelo em uma das pernas (causando uma dor, a qual não a incomodava) e levava à boca sua unha esmaltada de vermelho. Pela garganta passava espremido, no nó que criara, o gosto ruim do esmalte que desfizera entre seus dentes. Mas, também, não a incomodava. Ela estava engolindo coisa pior. Engolia a vontade de dizer tudo o que sentia, suas papilas gustativas sentiam o amargo de calar.  
Ele não entendia nada que ela vivia, ele mal sabia da vida dela. Ele não sabia, mas por trás daquele sorriso emoldurado pelo batom frambuesa aconteciam catástrofes estrombóticas, explosões como um Big Bang! Ele nem imaginava, mas enquanto ele discursava sobre um filme ruim, que viu na noite passada, e citava coisas da sua vida como exemplo, ela sorria! Mas, por trás do sorriso encantado, sua língua dobrava como um nó, no intuito de abafar os gritos na mente. Porque ela engolia tudo que queria falar, ela engolia palavras não-faladas, palavras não-escritas, engolia pontos, sinais gráficos e uma entonação sincera. Tudo isso era engolido e passava pelo natural processo de digestão, iria virar uma merda! E o que sobrava na sua boca era um oco, que se ela batesse contra, usando uma das as mãos, faria uma barulho engraçado. 
Na boca de batom já enfraquecido, repousava a unha do dedão com esmalte pela metade, enquanto se lembrava do quanto era engraçada, enxergava, que engolir o calar deixava marcas. Assim, refletiu sobre a origem da palavra calar. Calar causa calos por dentro. E mais uma vez, num calo, bateu na boca como índio, queria ouvir o barulho engraçado do oco que sobrara.

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Segurança Máxima


Eu prometi pra mim mesmo que não seria mais assim. Eu lembro de todos os detalhes: Eu levantei os olhos em direção ao horizonte cinza da cidade, olhei para os prédios e imaginei as pessoas espremidas em seus apartamentos, um prédio pichado revelava a melancolia que eu sentia. As pichações eram como as minhas marcas. E como qualquer ser humano normal, eu me imaginei num clipe pra disfarçar a melancolia, que de tão bonita se tornou natural. E a promessa? Poxa, essa se perdeu na segunda nota de uma música qualquer.
Acontece, que eu não mantive a promessa, porque tem um pouco de sagrado quando eu toco a pele de alguém, que eu realmente gosto. Tem um pouco de ritual, não é como o toque de uma foda no meio da tarde com alguém que você conheceu ao amanhecer numa porta de boate. Tem um quê de oração. Um arrepio místico. É que aquele silêncio sem constrangimento penetra o invisível da nossa existência.
Eu não pude manter a promessa. Dia após dia, quando eu ia te encontrar, eu dizia para mim mesmo: É só não olhar nos olhos! - E eu não olhava. Olhava sua boca e o desenho do seu sorriso, olhava seu nariz e seu peito inflando de ar, olhava suas sobrancelhas franzindo, levantando, adormecidas ou existindo, enquanto sua boca falava. Mas, não olhava seus olhos, que me aprisionariam, eu imaginava! No entanto, te tocar teve um pouco de sagrado. E quando o toque vibrou, tal como o arrepio de um ritual religoso, o céu mergulhou em mim e eu lancei os olhos nos seus olhos - quebrei a promessa de não-me-apaixonar - os seus olhos aprisionaram alguma parte de mim. A outra parte de mim grita de vontade de te ver, mas é por egoísmo, a-outra-parte-de-mim quer tomar de volta o que os seus olhos prenderam. Porque um coração violentado, fecha o peito com força para qualquer outra penetração.

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Dois Segundos


Era uma segunda-feira, a noite se exercia com uma atmosfera sombria, coberta por um vento frio e um silêncio fúnebre, um silêncio como os dos filmes europeus, nessa noite, interrompido, apenas, pela industria feroz que gritava a sua poluição contra a cidade.
Ele descia as escadas ásperas de mármore daquele grande edifício, sozinho! O seu horizonte morria nas chaminés da monstruosa indústria, morria o horizonte e parte da sua fé. Pois, acreditava ser esperançoso, até morrer bem ali e ressucitar ao se elevar ao infinito e se misturar ao todo, tal como a fumaça que dançava ao sair pela chaminé. Sentiu o silêncio o tomar, sentiu o vento sussurrar em seus ouvidos, sentiu as correias da mochila pesada se debaterem pelo seu corpo e, por fim, sentiu na respiração lenta o ritmo fraco que embalara o coração. Levantou os olhos revirando-os em resposta negativa a sua mental indagação. Ele contara a si uma verdade. E para si revelara num instante desatento a sua vontade. Até que no último degrau, daquela escada áspera, pisou firme obtendo o impacto necessário para a compreensão...

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Brincando de Eu Nunca... sem beber


Eu sei que tenho a capacidade de modelar as palavras e retratar, mesmo que modestamente, um sentimento tão retradado por aí, um sentimento tão enaltecido por aí, tal como o amor, a paixão e suas variantes. Eu tenho sim! Mas, as peças que eu mesmo preguei em mim. Os rostos que eu mesmo vesti. As roupas que costurei. Cada pedaço de cicatriz que cobri com base. Não me permitem ser honesto comigo. E falo apenas de mim!
Vou confessar, como quem confessa ter roubado uma bala. Como quem confessa ter quebrado o vaso de flores do balcão da cozinha. Vou confessar como quem confessa a saudade do sabor de chocolate. Como quem confessa a maldade sexual de noites tórridas, após virar um copo de chop numa mesa de bar. Eu sei que pode ser banal o que pretendo confessar. A confissão que eu farei terá o ritmo das confissões de quando se joga EU NUNCA no terceiro período da faculdade, ou seja, um ritmo banal e despretencioso... 
Eu confesso: Sufoquei! Escondi! Explodi! Eu vesti roupas, me pintei, calcei sapatos e sorri. Eu abafei com uma falsa segurança o que eu realmente sou... embora as tatuagens, o olhar blasé, embora a segurança ao falar quando questionado sobre qualquer coisa. Embora a postura corporal. Embora os bons modos. Ainda, há sufocado, como quem sufoca o frango pra não sujar as mãos de sangue, um pedaço de mim. Eu sufoquei a honestidade de sentir em troca de um medo tolo de me expôr... 
Então ele disse rodeado de amigos numa mesa de bar:
- EU NUNCA... fingi ser quem não sou para adiar os meus temores. - e todos viraram um gole!

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Dois Cafés


O ar gelado toma o lugar do ar quente. A pele, então, vibra emocionada, enquanto os pensamentos se dividem em conscientes e inconscientes num turbilhão de ideias e vontades, os passos se aceleram em direção a subida. Aperto o seis e a vontade dobra. Quando as portas se abrem, abrem-se as vontades, abrem-se os desejos e acerta a ansiedade para o modo hard. Chego perto de onde posso te encontrar. A ansiedade, de tão presente, não se disfarça e como uma ave de rapina paira sobre o ar. Pronto, a porta se abre, abre-se o sorriso, clareia-se o corredor, o cômodo, o rosto, os olhos...
É o sorriso, mas não o sorriso de boas vindas. É sorriso, mas não o sorriso constrangido. É o sorriso, mas jamais o sorriso sem graça! É o sorriso, aquele sorriso que pede uma vontade de ficar. Aquele sorriso que pede um café, que pede um abraço, que pede uma inspiração antes de um beijo! E o nariz que roça displicentemente antes dos lábios se tocarem, respira a energia fascinante pouco antes da barba roçar... o coração que antes estava num ritmo uniforme dispara contra o peito. Não é medo! É a sensação alucinada de quando se pensa em nada e, assim, se conecta com o Todo.
A conversa se estende sobre a mesa, já que as visões se contrastam diante posturas divergentes. O cheiro na base do pescoço não me cansa, ainda: continuo afogado na fragância do perfume que exala, enquanto mergulho nos olhos marrons, e de soslaio enxergo cintilar os pelos que se revelam pelo corpo. A postura altiva, os olhos compenetrados assumem uma forma de questionar sem impôr. Assim, entre o sorriso e o outro, entre um assunto e outro e misturando tudo a duas canecas de café, CONVERGIRAM...

sábado, 11 de outubro de 2014

Energia Boa

Eu faço o possível pra me tornar uma pessoa melhor. Estudo questões científicas, estudo espiritualidade e tenho o costume de refletir sobre tudo e qualquer coisa que me aconteça. Isso não me faz melhor que ninguém e eu me mantenho sendo um ser humano cheio de erros, defeitos e egos. Assim, nos últimos meses, eu passei por uma fase, muito comum, de acreditar que as coisas não vão mudar tão cedo. Que o mundo já se tornou um lugar difícil de se organizar. Mas, o Universo sempre se move pra acertar a esperança.
Ouvi falar do GACCI, um Grupo de Apoio Contra o Câncer Infantil, em que seria beneficiado com uma Festa que arrecadaria dinheiro em seu prol. Isso, no ano passado. Achei a iniciativa linda. Falei sobre ela aqui no Espaaço Zeero. Mas, por ocupações diversas não fui a festa.
Esse ano, outra vez, uma nova edição da festa, a JAPAN FEST. Fui convidado a conhecer mais de perto a proposta do GACCI e a proposta da festa. Ouvi de perto! Sabe o que era? Era a voz de Deus se manifestando através de pessoas. Era o Universo me provando que eu não estava no caminho errado. Era o Universo me provando que o mundo ainda tem muito o que evoluir, mas que pessoas com ideais bons, ainda querem mudar o mundo em que vivem tornando-o um lugar melhor.

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ATENÇÃO, VOCÊ DE VOLTA REDONDA E REGIÃO:
A Japan Festa acontecerá na Sexta-Feria que vem 17/10
em Barra Mansa. CLIQUE AQUI e saiba mais detalhadamente
através da página do evento.
E você de onde quer que esteja, quer apoiar o GACCI?
CLIQUE AQUI e faça contato.